As etapas a seguir são
as mesmas que para o jogo em ST. A existência do trunfo
torna mais flexível a capacidade de realizar vazas. No
entanto, este facto, não é sinónimo de maiores
facilidades.
10a:) O Objectivo
Existe uma diferença importante relativamente ao jogo em
ST. Em trunfado devem contar-se as vazas perdentes em primeiro
lugar, enquanto que em ST se contavam as vazas ganhantes.
10b:) Ponto de situação
Há que fazer o inventário das vazas perdentes. Esta
contagem efectua-se naipe a naipe e numa só mão
- a mão base. A escolha de qual vai ser a mão
base faz-se em função da mão com mais cartas
no naipe de trunfo. Em caso de igualdade será a mão
mais forte em pontuação.
Qualquer carta que não constitua vaza rápida deve
ser contada como perdente. Claro está que algumas das perdentes
encontradas serão eliminadas com base nas cartas existentes
na outra mão. Por exemplo, um Rei existente na mão
base deixará de ser perdente se na outra mão existir
o Ás desse naipe.
OESTE ª R754 © R7 ¨ V62 § 7642 |
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ESTE ª DV1082 © A93 ¨ RD § AD5 |
|
A jogar 4ª,
Este recebeu a saída à ©D.
Como primeira tarefa, compete ao declarante contar as vazas perdentes.
Existe uma perdente em trunfo, uma em copas, uma em oiros e duas
em paus para um total de 5 perdentes. O declarante terá
de tentar reduzir este número a 3 para cumprir o contrato.
10c:) Os meios
Para além dos meios já referidos no capítulo
dedicado ao plano de jogo em ST existem mais 2, nomeadamente:
- efectuar cortes com a mão secundária - mão
curta em trunfos
- baldar perdentes em cartas apuradas, sejam elas figuras ou cartas
apuradas de comprimento.
10c1:) O corte da mão
curta
Voltando ao exemplo anterior a perdente de copas pode ser eliminada
cortando a 3ª carta do naipe na mão curta em trunfo.
Mas, se neste caso a situação é simples,
nem sempre a manobra é tão fácil de executar.
A existência do Ás e do Rei do naipe possibilita
ao declarante eliminar a perdente sem conceder a iniciativa ao
adversário. Na maior parte dos casos este tipo de procedimento
tem de ser precedido de uma manobra denominada abertura de corte.
Suponha que, em determinado naipe, possui o seguinte teor de cartas:
82 | 953 |
AD3 | R2 |
RD | V32 |
ARD54 | 632 |
AR654 | 32 |
OESTE ª 432 © 32 |
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ESTE ª ARD65 © A54 |
Neste caso, é necessário
abrir o corte em copas antes de iniciar o destrunfo. O flanco
pode jogar 2 vezes trunfo - supondo que a saída foi a trunfo,
mas não poderá evitar 1 corte a copas com o 3º
trunfo do morto.
10d2:) A balda de perdentes
em cartas apuradas
O factor preponderante no apuramento de vazas de comprimento diz
respeito à capacidade que as 2 mãos - morto/declarante
- tenham de comunicar.
Outra questão importante tem a ver com o timing
certo para tirar trunfos. Não existem regras rígidas
que possibilitem encontrar respostas exactas, caso a caso. Cada
jogo constitui um problema diferente do anterior. Para encontrar
a solução terá de equacionar o problema,
seguindo as etapas tal como foram descritas, quer para os jogos
de ST quer para os jogos trunfados.
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