I. Apresentação
A ideia de avançar para este projecto resultou da profunda
crise que se abateu sobre o bridge nacional, com uma preocupante
redução do número de filiados e também
da baixa frequência em provas organizadas por clubes e outras
entidades privadas.
O grupo de pessoas que constitui o "Bridge for Fun"
integra um conjunto de árbitros, formadores ou, simplesmente,
jogadores que, de há muitos anos a esta parte, se vêm
dedicando a projectos que visam dinamizar e desenvolver o bridge,
um jogo fascinante, um desafio permanente às nossas capacidades
e um extraordinário meio de comunicação.
Preocupados com a crise que atravessa a modalidade, decidimos
lançar mãos à obra, pondo em marcha um conjunto
de ideias que, tendo por base a formação e a captação
de novos jogadores, visa também promover uma série
de iniciativas que voltem a trazer às mesas dos clubes
os muitos jogadores que, actualmente, se refugiam no bridge online.
Conscientes do desafio e das dificuldades que vamos enfrentar,
estamos confiantes de que saberemos encontrar o caminho certo
para ter sucesso. O que, a acontecer, se irá traduzir numa
mais-valia para a modalidade.
II. Parceiros
O grupo denominado "Bridge for Fun" pretende encontrar
uma rede alargada de parceiros. Sem qualquer excepção
ou constrangimento, estamos disponíveis para estabelecer
acordos com todas as entidades ou clubes que se queiram associar
ao projecto.
Na lista de fundadores do projecto aparecem nomes ligados a clubes
e outras organizações (José Lima e Isabel
Manso - Círculo Português de Bridge; Bé Oliveira
e Luís Oliveira - Escola de Bridge e Quinto Naipe; António
Eanes - Quinto Naipe), bem como vários bridgistas sem ligação
a qualquer estrutura como sejam: Cristina e Adolfo Steiger, João
Ferreira, Artur Flores, Artur Caeiro, entre outros.
Confiamos que a estes muitos outros se juntarão e que,
em conjunto, iremos lançar as bases para uma nova forma
de se olhar o bridge desportivo.
Seremos uma fonte de pressão positiva sobre as estruturas
federativas, dando-lhes conhecimento dos problemas e dificuldades
dos muitos que no bridge nacional continuam a não ter voz
e que são a grande maioria dos filiados. Com total independência
e abertura para dialogar com as partes, tentaremos ser uma força
de charneira na procura de soluções consensuais
e de cooperação entre os diferentes clubes e organismos
federativos.
III. Torneios
e Festivais
Uma das nossas áreas de actividade será, obviamente,
a organização de eventos desportivos, desde o lançamento
de torneios ditos de regularidade, com periodicidade quinzenal,
a festivais em zonas diversas do País. Em qualquer dos
casos, as iniciativas terão características especiais.
No caso dos torneios de regularidade, serão torneios temáticos
como, por exemplo:
- Mãos com história" Conjunto de mãos
com uma história associada. Não se pretende seleccionar
mãos de grandes apuros técnicos mas sim relatar
situações curiosas ocorridas à mesa
- Compare com os mestres" Conjunto de mãos jogadas
ou criadas pelos grandes mestres da modalidade. O bridge de quarta
dimensão ao alcance de todos
- Mãos decisivas" O sucesso e o fracasso estão,
tantas e tantas vezes, à distância de uma carta ou
de uma voz. Umas ficam no anonimato. Outras saltam para as primeiras
páginas, porque marcaram a diferença entre vitória
e derrota.
No caso dos Festivais, as iniciativas tentarão correr o
País em espaços pouco frequentados pelo bridge nacional,
juntando ao bridge um convívio mais próximo entre
os participantes. Como factor comum a todos eles a inexistência
de prémios monetários e a procura de parcerias com
as autarquias e as forças vivas de cada localidade.
IV. Formação
Como facilmente se poderá deduzir pela apresentação
que fizemos, as iniciativas de formação terão
um carácter prioritário na nossa actividade. Para
além da parceria com a Escola de Bridge, pretendemos alargar
o leque de monitores e de acções, de forma a criar
um programa completo de formação, que não
se limite a organizar cursos de iniciação sem qualquer
consequência ou continuidade. Queremos ter ofertas de formação
contínua para os diferentes níveis de aprendizagem
e estruturas competitivas de apoio que permitam a inclusão
dos novos praticantes nas iniciativas desportivas.
Também no aspecto da arbitragem queremos organizar encontros
regulares e workshops, abertos aos praticantes, de forma a levar
o Código e os Regulamentos que regem o bridge desportivo
a todos. Acreditamos que estas acções, ao permitirem
um conhecimento efectivo das normas e leis que nos regem, evitarão
muitas situações de conflito e de desconforto à
mesa de jogo.
V. Sócios
O "Bridge for Fun" será aberto a todos os praticantes
e não tem finalidades lucrativas.
As receitas líquidas serão canalizadas para a criação
de dois fundos: um para a compra dos equipamentos necessários
à nossa actividade, outro para financiar a organização
dos eventos, amenizando tanto quanto possível as despesas
dos praticantes aderentes ao projecto.
Está também equacionada a possibilidade de, a curto
prazo, se instituir um sistema de quotização para
os praticantes aderentes que, assim, passarão a ter a qualidade
de sócios.
Todos os eventuais lucros anuais líquidos, resultantes
do exercício da actividade, serão aplicados nas
actividades a desenvolver pelo grupo.