NORMAS TÉCNICAS - versão em vigor desde 1999

A vigorar nas provas oficiais e nos torneios homologáveis em complemento do Código Internacional de Bridge

FICHA TÉCNICA
Autor da versão online: Luís Oliveira
(Cópia integral da versão oficial em vigor. Foram apenas introduzidas alterações ao nível da formatação do texto, para mais fácil navegação online)

NOTA JUSTIFICATIVA
Desde 1 de Dezembro de 1993, ou seja há mais seis anos, que em complemento do Código Internacional de Bridge, têm vigorado as chamadas "Normas Técnicas"., trabalho efectuado pelo Conselho Técnico de então.

Apesar do cuidado com que foram redigidas, é natural que algumas disposições estejam desactualizadas, tanto mais que a regulamentação do bridge desportivo sofreu grandes alterações, que o próprio Código, entretanto modificado, veio a implementar.

Por outro lado, o referido documento contém normas relativas às competições organizadas em cada ano pela Federação; ora, não parece ajustado incluir tais normas, que mudam ou podem mudar de época para época, num Regulamento que se pretende estável.

Entende-se, assim, conveniente proceder à reformulação das "Normas Técnicas", fazendo aprovar um texto novo.

GLOSSÁRIO

 CD  Conselho Disciplinar
 CIB  Código Internacional de Bridge
 CJ  Conselho Jurisdicional
 CR  Comissão de Recurso
 CReg  Comissão Regional
 DT  Director de Torneio
 EO    Entidade Organizadora
 EW  Este-Oeste
 FPB  Federação Portuguesa de Bridge
 IMP  International Match Points (Pontos de Encontro)
 NS  Norte-Sul
 PM  Match Points (Pontos de Match, em Pares)
 PV  Pontos de Vitória

INDÍCE
 1.      Competições organizadas ou supervisionadas pela FPB  6.       Regras comuns aos torneios de equipas
 2.      Âmbito de aplicação    6.1    Prazo limite para inscrições
 3.      Condições de filiação e participação dos jogadores    6.2    Índices de valor das equipas
 4.      Regras comuns a todas as competições    6.3    Reunião de capitães
   4.1    Generalidades    6.4    Escalonamento dos encontros numa poule
   4.2    Falta de árbitro    6.5    Equipas isentas
   4.3    Substituição de jogadores. Suplências    6.6    Formação das equipas
   4.4    Preenchimento de vagas em torneios de mais de uma fase    6.7    Sala fechada
   4.5    Sanções disciplinares - falta de comparência, abandono e desistência    6.8    Ocupação de lugares
   4.6    Folha de Convenções    6.9    Interrupção de um encontro
   4.7    Psíquicos    6.10    Princípios gerais relativos á marcação e ás penalidades
   4.8    Procedimentos de "ALERTA" e de "STOP"    6.11    Atrasos
   4.9    Utilização de "Bidding-boxes"    6.12    Folhas de registo
   4.10    Utilização de Cortinas    6.13    Erro na ocupação dos lugares
      4.10.1  Generalidades    6.14    Cadência de jogo (jogo lento)
      4.10.2  Modificação das penalidades quando se usam cortinas    6.15    Irregularidades nos jogos e nas carteiras
   4.11    Passe Geral na 1ª posição    6.16    Classificação. Desempates
   4.12    Carta de Saída    6.17    "Byes", e faltas de comparência
   4.13   Infracções    6.18    Classificação de uma poule em caso de desistência, eliminação ou de duas ou mais faltas de comparência
   4.14    Recursos    6.19    Adiamento ou antecipação de encontros
   4.15    Pedido de rectificação de resultados    6.20    Sistemas artificiais
   4.16   Pedido de rectificação do registo dos resultados  7.      Dos Árbitros
   4.17    Carácter público das competições  8.      Organização dos torneios
   4.18    Registo de ocorrências do jogador    8.1    Torneio de pares
 5.      Regras comuns aos torneios de pares      8.1.1  Requisitos mínimos
   5.1    Normas de conduta      8.1.2  Normas gerais
   5.2    Colocação dos jogadores      8.1.3  Torneios organizadps pela F.P.B.
   5.3    Princípios gerais relativos á atribuição de penalidades    8.2    Torneio de equipas
   5.4   Atrasos      8.2.1  Torneio de equipas mistas
   5.5    Cadência de jogo (jogo lento)      8.2.2  Requisitos mínimos
   5.6    Provas com duas ou mais fases      8.2.3  Torneios em rotação "patton"
   5.7    Sessões com número de mãos diferente      8.2.4  Torneios organizadps pela F.P.B.
   5.8    Linhas múltiplas de classificação  9.      Tabela de penalizações automáticas
   5.9    Classificação única nos torneios em uma sessão    9.1    Torneio de pares
   5.10    Ex-aequos    9.2    Torneio de equipas
   5.11    Substituições  10.      Sistema base de marcação
   5.12    Folha de registo de resultados (ficha ambulante)  11.      Tabela de pontos de vitória
   5.13    Irregularidades nos jogos e nas carteiras

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   5.14    Folhas individuais de previsão

1. COMPETIÇÕES ORGANIZADAS OU SUPERVISIONADOS PELA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE BRIDGE

1.1 As competições organizadas pela FPB, as condições de participação em cada prova e do seu desenvolvimento, a articulação, em matéria desportiva, com as Comissões Regionais e, em geral, todas as disposições relativas às provas constam de um regulamento próprio, chamado Regulamento de Provas, a emitir em cada época pelo Departamento Desportivo da Direcção da FPB.

1.2 Além do elenco das provas oficiais, poderão ser organizadas provas, sob o patrocínio, exclusivo ou não, da FPB, com regulamentação própria, a anunciar com a devida antecedência, ainda que em documento autónomo do chamado Regulamento de Provas.

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2. ÂMBITO DE APLICAÇÃO

As presentes normas técnicas vigoram em todas as provas oficiais e homologáveis, em regime de subsidiariedade relativamente ao Código Internacional de Bridge.

Elas completam, interpretam e integram o referido Código.

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3. CONDIÇÕES DE FILIAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DOS JOGADORES

1. Para participarem em torneios oficiais da FPB os jogadores terão de ser filiados e terem em dia a respectiva quotização, salvo disposição expressa em contrário emitida ou sancionada pela Direcção da FPB.

2. No acto da filiação cada jogador é inscrito pela Região em cuja área residir ou tiver domicílio profissional. Se estiver conexionado com duas ou mais Regiões, o praticante deverá optar por uma delas não podendo, em caso algum, manter a sua ligação a mais que uma região, sob pena de eliminação e de procedimento disciplinar, sem prejuízo do que se dispõe no nº 3, seguinte.

3. Nenhum filiado inscrito por uma dada Comissão Regional pode participar em provas regionais de outra Comissão Regional.

a) No caso de pares constituídos por dois filiados de diferentes regiões, no início da época ou da respectiva parceria deverão escolher a região por onde jogam (de entre as duas a que estão ligados), não podendo durante a respectiva época jogar por outra ainda que o par se desfaça, à excepção das provas regionais mistas (pares e equipas) caso em que o jogador que passou a jogar por região diferente daquela a que pertence pode participar nas referidas provas regionais desta última região. Porém, se o par formado por dois filiados de regiões diferentes for misto só poderá jogar nas provas regionais da região que tiver escolhido.

b) Quando uma dada Comissão Regional não organize determinada prova e uma Região confinante a contenha no seu calendário podem os filiados da primeira Comissão Regional participar na referida prova da Região confinante.

c) Quando um filiado possa, pelas regras em vigor, pertencer a duas Regiões confinantes é autorizado que escolha qualquer delas para disputar determinada prova, não podendo, porém, participar na prova congénere da outra Comissão Regional.

d) Consideram-se Regiões confinantes: Sul do Tejo em relação a Lisboa e vice-versa, Centro em relação ao Norte e vice-versa.

4. Quando qualquer praticante quiser mudar de Região deve apresentar à FPB um pedido escrito, devidamente fundamentado.

5. Os órgãos directivos das Regiões só podem aceitar novas inscrições desde que se certifiquem de que os respectivos requerentes satisfazem as condições necessárias, podendo sempre exigir a entrega da documentação comprovativa.

6. Todos os praticantes pagarão as sua quotas nos serviços das Regiões a que pertencem.

7. No acto da inscrição em qualquer torneio oficial ou homologável, cada praticante deverá indicar o seu número de filiado e a sua categoria. A falta ou incorrecta indicação destes dados pode implicar a não homologação dos pontos obtidos no respectivo torneio.

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4. REGRAS COMUNS A TODAS AS COMPETIÇÕES

4.1 Generalidades

Às provas oficiais e aos torneios homologáveis serão aplicadas todas as regras do CIB em vigor. As presentes Normas Técnicas servem de base para complementar e interpretar as regras do referido código nos pontos em que as mesmas deixam aos Organismos Nacionais quer o direito de opção ou decisão, quer o dever de integrar as respectivas lacunas.

A Entidade Organizadora de cada torneio designará um ou mais Árbitros habilitados para tal pela FPB ou por organização análoga de outro país, que não deverão jogar nesse torneio, e a quem competirá, com a autoridade conferida pelo CIB, julgar os casos litigiosos e determinar as penalizações não-automáticas a aplicar a todas as faltas técnicas ou de disciplina.

Quando os factos ou comportamentos se traduzirem em infracções disciplinares, o árbitro ou DT deverá efectuar a respectiva participação ao Conselho Disciplinar, sem prejuízo da sua própria competência para a aplicação de penalidades.

Quando nada for determinado em contrário, a designação "DT" significará o Director do Torneio, ou o Árbitro Principal quando existirem vários em funções. A Entidade Organizadora pode designar um DT diferente do Árbitro nomeado, com funções de supervisão e coordenação geral do torneio e actuando como elemento de ligação entre os jogadores, o Árbitro e a Entidade Organizadora, patrocinadores, etc., quando tais funções se revelem necessárias. Não são por este facto diminuídos os poderes e as responsabilidades do Árbitro, que se mantêm integralmente, quer no aspecto técnico, quer no disciplinar.

Nos Regulamentos e folhas de inscrição de cada prova deverá vir expresso se a utilização de "bidding-boxes" e/ou de cortinas é ou não obrigatória. Nos torneios de organização directa da FPB, a decisão, dependente da existência de meios materiais, compete ao DD. Em qualquer dos casos será aplicado regulamento específico (vd. pontos 4.9 e 4.10).

O Departamento Desportivo da FPB pode recusar a inscrição de qualquer filiado que, pelos seus antecedentes em matéria de faltas de comparência, desistências e abandonos, faça recear a verificação na respectiva época desportiva de situações semelhantes

Poderão ser impostas pela FPB, ou pela Entidade Organizadora, restrições ao uso do tabaco ou outras, consideradas necessárias para a comodidade dos praticantes ou a boa regularidade da prova.

Poderão ainda ser estabelecidas medidas que, em subordinação da Lei geral, visem assegurar a erradicação de quaisquer manifestações de perversão do fenómeno desportivo.

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4.2 Falta de árbitro

Quando, por qualquer motivo, não estiver presente um Árbitro designado, proceder-se-á do seguinte modo :

· Nos torneios de pares designar-se-á obrigatoriamente um não-jogador para efectuar a transferência de carteiras, a correcção evidente das mãos em função dos registos existentes nas fichas ambulantes e a recepção de todas as reclamações. As reclamações deverão ser obrigatoriamente apresentadas por escrito, contendo a descrição sucinta dos factos e a assinatura dos interessados. No final da sessão, as reclamações deverão ser apreciadas por uma comissão de arbitragem constituída entre os participantes. Esta comissão decidirá em primeira instância sobre todas as reclamações. Assiste aos jogadores o direito de recurso para o CJ.

· Nos torneios de equipas, qualquer reclamação ou incidente deverá ser objecto de relatório escrito, assinado pelos dois capitães e dirigido ao DT ou à comissão de arbitragem competente. Este relatório deverá conter uma descrição detalhada dos factos (mãos, leilão, hesitações, desenvolvimento completo do jogo, etc.). Se a reclamação for susceptível de alterar o resultado do encontro, deverá ser anexada uma fotocópia das duas folhas de marcação para permitir uma eventual rectificação.

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4.3 Substituição de jogadores. Suplências

Não poderá haver suplências para pares ou equipas isentos de uma ou mais fases de um torneio, salvo quando existir indicação em contrário no regulamento específico da prova.

Qualquer par ou equipa com direito a isenção de qualquer fase de um torneio poderá optar pela participação voluntária nessa fase, desde que manifeste essa intenção até ao encerramento das inscrições (o acto da inscrição do par ou equipa é prova suficiente dessa intenção). Em qualquer dos casos, os referidos pares ou equipas deixam de beneficiar da isenção, podendo vir a ser eliminados nessa fase.

Se um jogador de um par qualificado participar numa fase da qual estava isento, o par perde a isenção.

Para os efeitos deste artigo, uma equipa considera-se "a mesma" desde que mantenha pelo menos quatro jogadores na sua formação.

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4.4 - Preenchimento de vagas em torneios de mais de uma fase

Após o número de concorrentes (previamente anunciado) ter sido seleccionado para uma fase subsequente, todos os outros serão suplentes e ficarão ordenados em função dos resultados obtidos na fase eliminatória. O preenchimento das vagas será feito segundo esse ordenamento.

Se os concorrentes forem divididos em vários grupos, o primeiro lugar vago é ocupado pelo concorrente seguinte pertencente a esse mesmo grupo. Os restantes lugares vagos serão ocupados por elementos desse ou dos outros grupos conforme o regulamento específico da prova ou decisão da Entidade Organizadora.

Caso um concorrente se encontre ausente quando a prova for iniciada, o DT chamará o primeiro suplente disponível. O suplente ocupará o lugar do concorrente apurado até ser dado o sinal para o início da segunda posição. Se, até essa altura, o concorrente apurado não estiver presente, já não poderá reivindicar o seu lugar e o suplente jogará de pleno direito.

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4.5 - Sanções disciplinares em caso de falta de comparência, de abandono e de desistência

Considera-se falta de comparência quer a ausência quer o comparecimento tardio .

Considera-se desistência o abandono da prova com prévia comunicação.

Considera-se abandono que, como regra, é sempre considerado injustificado, a desistência sem comunicação prévia.

Cabe ao Departamento Desportivo avaliar, em primeira linha, da validade ou procedência dos motivos alegados para as faltas de comparência e para as desistências. Se os motivos invocados não puderem, de imediato, ser considerados procedentes, devem a respectivas situações ser presentes ao Conselho Disciplinar, sendo aplicáveis, no final as respectiva disposições do Regulamento de Disciplina e Ética Desportiva.

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4.6 - Folha de Convenções

Nas provas oficiais, todos os pares deverão ter obrigatoriamente sobre a mesa uma folha de convenções segundo o modelo oficial da FPB, correctamente preenchida no idioma oficial do torneio.

Nos torneios disputados com cortinas cada jogador deve possuir a sua própria folha de convenções.

Ambos os jogadores de um par têm de jogar o mesmo sistema e convenções.

Nos torneios de regularidade dos clubes, a Entidade Organizadora pode dispensar o uso de folha de convenções.

Na decisão de problemas de arbitragem, a falta ou preenchimento incompleto da folha de convenções constitui um factor de decisão desfavorável para o campo negligente. Para além disso, qualquer par que não possua folha de convenções fica obrigado a jogar um sistema natural.

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4.7 Psíquicos

Considera-se "psíquico" uma declaração, intervenção, resposta ou redeclaração que pretenda fazer crer aos adversários e parceiro, segundo as regras tradicionais da modalidade e o respectivo senso comum, uma força em honras ou a posse de determinado naipe não condizentes com a realidade.

São permitidos em qualquer posição, desde que efectuados dentro do espírito construtivo de tentar conseguir um melhor resultado e sem qualquer acordo, expresso ou tácito, com o parceiro.

São proibidos os psíquicos de carácter frívolo, desinteressado ou repetitivo, com a finalidade expressa ou aparente de diversão; este comportamento é considerado anti-desportivo, prejudica e pode alterar aleatoriamente as classificações dos torneios, devendo ser reprimido pelo Árbitro logo que dele tenha conhecimento.

São proibidos psíquicos em aberturas artificiais ou em qualquer situação quando o par jogar um sistema artificial.

Sem prejuízo da aplicação de penalidades imediatas, se a elas houver lugar, sempre que um árbitro é chamado por ter sido dada uma voz psíquica deve fazer constar tal facto do respectivo relatório, com a descrição da ocorrência e a identificação dos intervenientes.

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4.8 Procedimentos de "ALERTA" e de "STOP"

O regime destes procedimentos constará do Regulamento de Provas de cada época desportiva.

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4.9 Utilização de "Bidding-boxes"

Nas provas oficiais e nas provas homologáveis, o árbitro ou a Entidade Organizadora pode impor o uso de "bidding-boxes". Os jogadores não poderão recusar-se a usá-las, salvo impedimento físico evidente.

É aplicável a seguinte regulamentação:

1. O jogador coloca à sua frente, na mesa, a declaração escolhida, orientada na direcção do centro desta. As declarações são colocadas por ordem, da esquerda para a direita, de modo a que os cartões se sobreponham parcialmente mas mantendo visíveis todas as declarações efectuadas. Os cartões que não correspondam a declarações efectuadas devem permanecer invisualizáveis. Um conjunto de declarações que não satisfaça as exigências anteriores deve ser imediatamente corrigido pelo jogador responsável.

2. Uma declaração incorrectamente exposta pode ser sujeita a uma penalidade se o árbitro considerar que o campo não-infractor foi prejudicado.

3. Terminado o leilão, as declarações devem permanecer todas na mesa até que o jogador a quem compete sair tiver sido autorizado a virar a carta de saída e antes que as cartas do morto tenham sido expostas.

4. Uma declaração considera-se dada a partir do momento em que é retirada intencionalmente do seu lugar. O jogador deve decidir-se antes de tocar qualquer cartão. Uma hesitação traduzida pelo toque em mais de um cartão é susceptível de transmitir informação ilícita podendo, por isso, ser penalizada.

5. Uma declaração pode ser alterada de acordo com a lei 25 do CIB quando ocorrerem cumulativamente as seguintes situações:

· o jogador , inadvertidamente, pegou na declaração errada;
e
· o jogador corrige ou tenta corrigir a declaração sem pausa para reflexão.

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4.10 Utilização de Cortinas

4.10.1 Generalidades

Quando se usam cortinas, os jogadores sentados em Norte e Este devem ficar sentados do mesmo lado.

É da responsabilidade de Norte a colocação e remoção do tabuleiro de suporte e de cada carteira na posição correcta. É da responsabilidade de Oeste o controle da porta da cortina. Norte coloca o jogo no tabuleiro e a porta é fechada (permanecendo fechada durante todo o período do leilão). Os jogadores retiram as suas cartas da carteira. As declarações são efectuadas com os cartões das "bidding-boxes". O jogador coloca a declaração seleccionada no tabuleiro, de modo a que apenas possa ser vista do seu lado da cortina. A primeira declaração de cada jogador deverá tocar a extremidade esquerda do seu lado do tabuleiro. As declarações seguintes deverão sobrepor-se parcialmente e de uma maneira regular na direcção da direita do tabuleiro.

Após os dois jogadores do mesmo lado da cortina terem colocado as suas declarações, Norte (ou Sul) faz deslizar o tabuleiro sob a porta de modo a que fique visível apenas para os jogadores do outro lado. Estes procederão de modo análogo para efectuar as suas declarações. Este procedimento repete-se até o leilão ficar concluído. Após o final do leilão, os jogadores de ambos os lados da cortina têm o direito de reexaminar toda a sequência de vozes (direito equivalente ao que existe sem cortinas). A seguir, os jogadores retiram do tabuleiro as suas declarações e colocam-nas no lugar apropriado.

A explicação de uma determinada declaração é pedida apontando para a mesma e será fornecida por escrito pelo adversário do mesmo lado da cortina.

Depois de uma saída ter sido efectuada, nas condições regulamentares, a porta é aberta de modo a que todos os jogadores possam ver as cartas do "morto" e as cartas jogadas para cada vaza.

A carteira correspondente ao jogo tem de permanecer na mesa até á conclusão do mesmo. O tabuleiro de suporte só pode ser retirado se todos os jogadores estiverem de acordo.

Quando um jogador efectua uma declaração convencional, ou uma declaração (mesmo natural) cujo significado possa não ser compreendido pelos seus adversários, deverá alertar o seu adversário sentado do mesmo lado da cortina. O procedimento de alerta consistirá em apontar para o cartão de alerta ou para a folha de convenções, ou tocando com o cartão de Alerta na declaração. O parceiro deverá também alertar quando o tabuleiro passar para o outro lado da cortina.

Os pedidos de explicação devem ser efectuados por escrito, pelo adversário que se encontra do mesmo lado da cortina em relação ao jogador que alertou e independentemente de qual dos jogadores deu a voz artificial. Tais pedidos não terão de ser necessariamente efectuados na vez do jogador "falar".

Não existem penalidades automáticas por explicações diferentes dos dois lados da cortina. Caso se verifique ter existido prejuízo para os adversários, cada caso será decidido individualmente (subentendendo-se que diferentes explicações serão um factor desfavorável para o par infractor).

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4.10.2 Modificação das penalidades quando se usam cortinas

Uma declaração só é considerada como efectuada a partir do momento em que passou, sobre o tabuleiro, para o outro lado da cortina. Vozes ilegais ou inadmissíveis para as quais seja chamada a atenção devem ser corrigidas (sem penalidade), desde que ainda não tenham passado para o outro lado.

Qualquer declaração inadequada pode ser mudada até o tabuleiro ser transferido, mas um jogador não pode mudar de ideias acerca de uma declaração deliberadamente escolhida, depois de a ter colocado no tabuleiro.

Quando um jogador muda a sua declaração (legalmente), o seu adversário da esquerda, caso se encontre do mesmo lado da cortina, pode também mudar qualquer declaração posterior (sem penalidade).

As penalidades contidas nas leis seguintes não se aplicam quando a porta se encontra fechada e o tabuleiro não passou ainda para o outro lado da cortina.
 Lei 11  Perda do direito de penalizar
 Lei 20  Revisão e explicação do leilão
 Leis 23 a 27  Irregularidades
 Leis 28 a 35  Declarações fora de vez
 Leis 36 a 39  Declarações inadmissíveis
 Lei 40  Durante o leilão qualquer jogador pode consultar a folha de convenções dos adversários em qualquer altura.
 Lei 49  Carta exposta por um defensor. Quando um defensor expõe prematuramente uma carta e antes da porta da cortina ser aberta,  pode recolhê-la sem penalidade.
 Leis 53 e 54  Uma carta de saída fora de vez exposta pode ser retirada sem penalidade, salvo se a porta se abrir antes da irregularidade ser  descoberta. Nesse caso aplica-se a Lei 49
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4.11 Passe Geral na 1ª posição

Caso se verifique um passe geral na primeira posição as cartas devem ser registadas na folha apropriada (caso esta exista) e colocadas nas carteiras. Em caso algum as cartas podem ser dadas de novo.

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4.12 Carta de Saída

Na sua primeira vez de jogar, o declarante ou qualquer jogador da defesa (nomeadamente o jogador que tem de efectuar a saída) pode consultar a folha de convenções dos adversários e solicitar a repetição e explicação de todas as vozes (incluindo as vozes de "alerta"). A carta de saída deve ser colocada, de face para baixo, em cima da mesa. Após ter sido colocada a carta só pode ser substituída mediante autorização do árbitro. A carta só se considera jogada a partir do momento em que é exposta.

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4.13 - Infracções

O facto de se chamar o Árbitro deve ser considerado como um acontecimento normal, obrigatório quando ocorre uma infracção já que é completamente interdita a sua resolução à mesa de jogo pelos jogadores. O procedimento contrário, afectando as regras da disciplina de jogo, constitui agravamento da irregularidade, podendo inclusivamente originar faltas disciplinares. Deve-se entender que nenhum jogador, par ou Árbitro é desconsiderado pelo facto de uma decisão do Árbitro ter sido revogada por decisões diferentes da CR ou do CJ.

As situações de carácter disciplinar deverão ser tratadas de modo diferente das de carácter técnico. No CIB estão definidas com clareza as competências do Árbitro sobre o assunto (Art.º 90º). Estão fora do seu âmbito as situações de carácter disciplinar, excepto as necessárias para manter a boa ordem e disciplina da sessão, devendo aquelas transitar obrigatória e imediatamente para as instâncias competentes da FPB.

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4.14 - Recursos

Nas provas oficiais e nos torneios homologáveis, será constituída uma CR, composta por três elementos escolhidos entre os mais qualificados e disponíveis que serão convidados pelo árbitro (ou DT), com a necessária antecedência e que deverão aceitar as funções, não sendo todavia compulsiva tal aceitação, desde que, para tal, tenham motivo justificado. A CR pode incluir elementos participantes na prova. Constitui impedimento o facto de, tratando-se de recurso relativo à última sessão, qualquer dos membros da CR poder influenciar a sua própria classificação, dentro dos 5 primeiros lugares, com a decisão do recurso. A constituição da CR será comunicada aos participantes no início do torneio ou logo que possível. A CR julgará, em primeira instância, os recursos apresentados.

Os recursos têm de ser interpostos perante o árbitro num prazo máximo de 30 minutos após o final da sessão a que digam respeito, conforme o artº 92 do CIB, mediante o pagamento de uma caução, que será devolvida caso o recurso não seja considerado frívolo ou injustificado.

Caso os participantes desejem recorrer da decisão da CR, em segunda e última instância, para o CJ, deverão fazê-lo num prazo máximo de 48 horas após a decisão da CR, mediante caução, que será devolvida apenas caso o recurso seja considerado procedente. Esta possibilidade também se aplica á parte envolvida e que não recorreu para a CR, caso tenha sido prejudicada pela decisão desta e queira recorrer para o CJ.

Se o árbitro ou DT, por inadvertência, não tiver promovido a constituição de uma CR ou não tiver sido possível designá-la, o recurso será interposto directamente para o CJ, no prazo máximo de 48 horas após o fim de cada sessão, mediante caução e nas mesmas condições. Sob pena da perda do direito de recorrer, a parte interessada tem , de qualquer modo, obrigação de manifestar ao árbitro por escrito a intenção de recorrer até 30 minutos após o final da sessão.

Os recursos das decisões dos árbitros ou do DT para a CR têm efeito suspensivo.

Os recursos das decisões da CR para o CJ têm efeito meramente devolutivo.

No caso de recursos sobre decisões evidentes (explícitas no CIB), para além da perda do depósito pode ser aplicada ao recorrente uma penalidade adicional por procedimento abusivo.

Tratando-se de erro material imputável á organização do torneio (erro de cotação ou de cálculo dos pontos), esta deverá rectificá-lo logo que possível.

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4.15 Pedido de rectificação de resultados

Os pedidos de rectificação de erros materiais devem ser apresentados num prazo máximo de 30 minutos sobre a afixação definitiva, com as seguintes excepções:

· Nos torneios em mais de uma sessão, se a sessão seguinte áquela em que possa existir o erro se disputar no mesmo dia ou no dia seguinte, o prazo limite é de 30 minutos antes do início da sessão seguinte.

· Na sessão final de torneios com prémios, o prazo para entrega de reclamações será de 30 minutos após a afixação dos resultados finais. Outras reclamações poderão ser entregues fora deste prazo, mas não terão efeito sobre os prémios atribuídos.

A Direcção da FPB pode estabelecer que qualquer reclamação sobre resultados finais deva ser acompanhada de uma caução de valor a fixar e que apenas será devolvida se se verificar a existência de um erro, ou caso o recorrente não pudesse concluir, face aos elementos afixados, da sua não-existência. A Entidade Organizadora deverá envidar todos os esforços para afixar elementos suficientes que permitam aos jogadores verificar a correcção dos resultados.

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4.16 Pedido de rectificação do registo dos resultados

Os pedidos de rectificação do registo de resultados obtidos á mesa têm que ser apresentados por ambos os pares intervenientes. Não são permitidas rectificações sem a autorização do árbitro. Caso um par verifique a existência de um resultado possivelmente mal marcado por outro(s) par(es), deverá de imediato chamar o árbitro, que procederá no sentido de esclarecer e se necessário rectificar o resultado.

Qualquer pedido apresentado depois de decorridos 30 minutos sobre a afixação dos resultados da sessão, não deverá ser considerado. Este prazo poderá ser alterado pela Organização do torneio.

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4.17 Carácter público das competições

Com excepção da sala fechada nos torneios de equipas, os locais onde se desenrolam as competições devem ser abertos ao público, a menos que exista uma sala especialmente preparada para o efeito (vu-graph, bridgerama, etc.)

Nenhum participante pode recusar um espectador, com a condição de que este se comporte convenientemente (ausência de reacção ou maneirismo durante o leilão e o carteio, ausência de comentários no intervalo das mãos).

É interdito aos espectadores deslocarem-se durante a sessão. Nos jogos com cortina os espectadores têm de se colocar de modo a verem apenas um dos lados da cortina.

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4.18 Registo de ocorrências do jogador

A FPB manterá, para cada filiado, um registo de todas as ocorrências em que este tenha estado envolvido e que venham a ser objecto de relatório do DT.

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5. REGRAS COMUNS AOS TORNEIOS DE PARES

5. 1 Normas de conduta

Sendo o torneio de pares uma forma de jogo por comparação, não é permitido aos jogadores comportarem-se de modo a que possam receber (voluntária ou involuntariamente) informação acerca dos resultados ou do conteúdo dos jogos. É estritamente proibido, designadamente:

a) Discutir os jogos em voz alta;

b) Levantar-se da mesa antes de o árbitro dar o sinal de mudar, e sem a autorização deste;

c) Passear pela sala;

d) Comentar jogos passados noutras mesas (com o parceiro ou com os adversários e isto mesmo que estes já tenham disputado esses jogos);

e) Olhar para as folhas de previsões dos adversários;

f) Olhar para qualquer mesa onde esteja a ser disputado um jogo (nomeadamente nos intervalos para mudança de posição);

g) Transmitir informação através das folhas de previsão;

h) Usar informação recebida por outro qualquer meio.

Qualquer jogador que infrinja as presentes disposições poderá ficar sujeito a uma penalidade automática e a procedimento disciplinar.

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5.2 Colocação dos jogadores

Com excepção das provas de pares mistos (vd. ponto 7), os jogadores sentam-se como entenderem na mesa e na linha que lhes for atribuída pela organização, que poderá impor uma direcção específica como Norte. A atribuição de lugares poderá ser condicionada pela organização (p.e. através da designação de cabeças-de-série).

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5.3 Princípios gerais relativos á atribuição de penalidades
As penalidades são expressas em percentagem do Top da mão e devem ser convertidas em pontos. Em todo o texto que se segue 10% deve ser entendido como 10% do Top, 20% como 20% do Top, etc.

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5.4 Atrasos

Os jogadores deverão estar sentados nos lugares que lhes competem cinco minutos antes da hora marcada para o início da sessão. Os atrasos em relação á hora prevista serão penalizados de acordo com a tabela constante do ponto 8.

Para atrasos de mais de 20 minutos, os pares em falta poderão ser eliminados e a prova reorganizada com os pares restantes. O Árbitro pode decidir, como limite, esperar por um par em falta até ao final da 1ª posição. Caso esteja previsto um par suplente, este par ocupará a posição do par retardatário. Se o par retardatário se apresentar até ao final da 1ª posição, reintegrará o torneio (aplicando-se de qualquer modo as penalidades devidas ao atraso). O(s) resultado(s) eventualmente conseguido(s) pelo par substituto permanecem válidos.

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5.5 Cadência de jogo (jogo lento)

Os jogadores devem respeitar a cadência de jogo imposta pela Entidade organizadora ou pelo árbitro (em geral 7 minutos por mão). Não é permitido disputar qualquer jogo atrasado no final da sessão. Se o sinal de mudança de posição for dado e alguma mesa se encontrar ainda no leilão do último jogo da posição, o árbitro deve anular o jogo.

Todo e qualquer par que retarde o desenvolvimento normal de uma sessão não respeitando o ritmo de jogo imposto receberá uma advertência. Caso a lentidão persista o par será penalizado de acordo com o ponto 8.

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5.6 Provas com duas ou mais fases

Nos torneios com mais de uma fase, quando os pontos conquistados numa fase sejam transportados (carry-over) para fase(s) subsequente(s), a fórmula para conversão dos pontos a transitar para a fase seguinte será determinada pela Entidade Organizadora e tornada pública antes do início do torneio.

Nas folhas de inscrição para torneios com mais de uma fase, a Organização deverá indicar, além dos elementos usuais, a data/hora limite para confirmação dos pares apurados para a 2ª fase, de modo a dar tempo útil para convocação de pares suplentes.

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5.7 Sessões com número de mãos diferente

Nos torneios em mais de uma sessão, quando o número de mãos por sessão for diferente, a percentagem final de cada par é igual á média das percentagens obtidas nas diversas sessões, ponderada de acordo com o número de mãos jogadas em cada. Esta ponderação não se aplicará aos casos em que o número de mãos foi diferente apenas por razões técnicas (por exemplo, no caso de mãos anuladas pelo árbitro ou no caso da existência de um "fantasma").

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5.8 Linhas múltiplas de classificação

Quando os resultados obtidos numa determinada mão constituam dois ou mais grupos diferentes, cada grupo é "topado" (i.e., calculam-se os pontos) normalmente. Os pontos x assim obtidos são convertidos segundo a fórmula abaixo (válida para o "top" de dois em dois pontos):

 X =

  (x+1)   N  
    (n-1) 

N é o número máximo de resultados nessa mão e n o número de resultados do grupo considerado (que não deve ser inferior a 4).

Para um grupo composto por três resultados serão atribuídos pontos na base de 70, 60 e 50% do top, com igualdades calculadas do modo habitual (por exemplo, 450, 420 e 420 recebem respectivamente 70%, 55% e 55% do top). Se o grupo for composto por dois resultados, os pontos serão atribuídos na base de 65 e 55% do top (dois resultados iguais correspondem a 60% do top para os quatro pares). No caso de um grupo apenas conter um resultado, serão atribuídos 60% a ambos os pares.

A topagem dupla aplica-se ás mãos "alteradas", com omissão de resultados, não-jogadas por parte dos jogadores, mal duplicadas, ou em sequência de uma irregularidade para a qual o árbitro considere não poder manter um ou mais resultados no mesmo grupo dos restantes.

O procedimento de topagem dupla não impede a aplicação de:

· um resultado ajustado (Lei 12 do CIB)
· uma penalidade
· a Lei 88 do CIB, que estipula que se um jogador tem de aceitar uma marca artificial devido a uma irregularidade de que não é culpado, essa marca será igual á média do torneio ou a 60% se a média for inferior a 60%.

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5.9 Classificação única nos torneios em uma sessão

Nos torneios disputados em uma só sessão, se for decidido estabelecer uma classificação única (nomeadamente para efeitos de atribuição de prémios e de pontos de registo), esta deverá efectuar-se do seguinte modo:

· Menos de 70 pares:
Consoante a melhor percentagem:
Os dois primeiros lugares: 1º NS e 1º EO
Os 3º e 4º lugares: 2º NS e 2º EO
Os 5º e 6º lugares: 3º NS e 3º EO

· 70 ou mais pares:
Tal como acima, acrescentando 2 pares suplementares por cada grupo de 20 (um NS e um EO). Por exemplo 8 pares para um torneio de 70 a 89 pares, 10 pares para um torneio de 90 a 109 pares, etc.

Em qualquer caso os pares seguintes são ordenados consoante a percentagem obtida, independentemente da linha a que pertencerem.

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5.10 Ex-aequos

Consideram-se ex-aequo (para efeitos de apuramento/eliminação, atribuição de títulos ou de prémios) os pares com a mesma percentagem. Caso seja necessário efectuar um desempate, considerar-se-ão todas as mãos jogadas durante o torneio (ou fase, nos torneios em mais de uma fase). Para os jogos disputados por dois ou mais pares ex-aequo, atribuem-se dois pontos ao par por cada jogo onde o seu resultado é superior ao dos adversários ex-aequo e 1 ponto por cada jogo em que é igual (como se fosse um mini-torneio de pares). Para cada jogo disputado por apenas um dos pares ex-aequo, esse par receberá 2 pontos se o seu resultado for superior a 55% e 1 ponto se for compreendido entre 45 e 55%.

Exemplo: Três pares ex-aequo obtiveram respectivamente 420, -50 e -50 num determinado jogo. O primeiro recebe 4 pontos e os outros dois 1 ponto cada.

Caso o empate persista, o desempate será efectuado contando o número de "tops" de cada um. Se ainda assim persistir, será contado o número de "zeros" (vence quem tiver menos zeros).

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5.11 Substituições

Caso seja impossível a um jogador, regularmente inscrito, jogar numa competição por qualquer razão considerada válida pelo DT, poderá ser substituído após autorização do DT. O jogador substituto não poderá, de acordo com a última lista de classificação promulgada pela FPB, ter categoria superior (salvo quando tal for expresso no regulamento próprio da prova) - 1ª categoria a substituir 2as categorias .

Nas provas regionais, em caso algum será permitida a substituição por um jogador que não pertença à respectiva Região.

Num torneio de uma sessão não são permitidas substituições (salvo por motivos de força maior e com a autorização do DT ou da Entidade Organizadora). Para um torneio de duas ou mais sessões, apenas é permitida a substituição em uma sessão. O jogador substituto adquirirá os direitos do concorrente inicial se disputar todas as sessões excepto uma.

Nos torneios com mais de uma fase, não é permitida a alteração da composição dos pares entre as fases.

Nenhum jogador poderá desempenhar substituir outro caso tenha participado no torneio em curso, salvo em caso de força maior e com a autorização da Entidade Organizadora. As substituições que violem as condições acima descritas e que não tenham sido expressamente autorizadas desclassificam o par.

O DT pode proceder a uma substituição de emergência quando o regular desenvolvimento do torneio assim o exigir.

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5.12 Folha de registo de resultados (ficha ambulante)

A responsabilidade pelas carteiras e pelo correcto preenchimento dos resultados nas fichas ambulantes pertence aos pares N/S, sob o controle dos pares N/S e E/W em conjunto. A indicação exacta da carta de saída é obrigatória (não é permitida a indicação na forma de X*. A forma correcta é, por exemplo, 5*). Cada omissão ou imprecisão acarreta ao par NS responsável uma penalização (ponto 8).

Não é permitido aos jogadores proceder a qualquer rectificação dos resultados inscritos nas fichas ambulantes, salvo quando as carteiras ainda se encontrem na mesa onde os jogos foram jogados.

No caso de ter havido erro de registo, os jogadores deverão chamar o Árbitro, a quem compete exclusivamente proceder a eventuais alterações. Para cálculo dos resultados apenas serão tidos em conta os pontos efectivamente inscritos. Todavia, o árbitro pode e deve corrigir erros flagrantes.

Em caso de omissão de um resultado na ficha ambulante, detectada após a recolha das fichas e numa altura em que pelo menos um dos pares já não pode ser contactado, o jogo é anulado e ambos os pares recebem a "média do torneio" e uma penalidade adicional (ponto 8).

Todo e qualquer jogador que no final do torneio retire uma ou mais fichas ambulantes da(s) respectiva(s) carteira(s) sem autorização do árbitro será penalizado de acordo com o ponto 8 e sujeito a procedimento disciplinar. Em caso de reincidência o jogador poderá ser desclassificado.

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5.13 Irregularidades nos jogos e nas carteiras

Responsabilidade das carteiras: O par NS é responsável por colocar e retirar as carteiras da mesa. O DT indicará no início do torneio se no final de cada posição compete ao par NS ou EO o transporte das carteiras para a mesa indicada pela organização. Qualquer erro de transporte penaliza o par responsável, salvo se tiver sido detectado a tempo de não causar prejuízo. Qualquer erro de rotação de um par (p.e. sentar-se na mesa errada) penaliza o par respectivo.

Em caso de erro de duplicação ambos os pares são penalizados. A penalidade é mais grave se envolver a troca das mãos de duas carteiras (vd. ponto 8).

Durante a segunda posição todos os pares devem verificar a correcção da duplicação efectuada, por comparação das mãos com o registo existente sobre a ficha ambulante.

Se se verificar que um determinado jogo não foi baralhado aquando do início da sessão, os dois pares responsáveis serão penalizados (ponto 8).

No decurso do leilão e do carteio a carteira do jogo deve permanecer sobre a mesa e na orientação correcta.

Os jogadores devem contar as suas cartas quando as retiram da carteira e no final do jogo verificar a conformidade com o registo constante na ficha ambulante. São penalizados os erros de contagem de onde resulte prejuízo para qualquer par, ou a anulação de qualquer jogo.

Qualquer par surpreendido pelo árbitro a discutir uma mão de cartas na mesa será penalizado automaticamente de acordo com o ponto 8.

Jogo correcto mas invertido a 180º: Permanece válido (mesmo em mistos) desde que um jogador tenha visto as cartas que se encontram á sua frente (e destinadas inicialmente ao parceiro). Depois de uma primeira advertência o par NS responsável será penalizado.

Jogo correcto mas invertido a 90º: Também permanece válido, mas para este jogo o par NS ocupará a posição EO e vice-versa. O jogo será "topado" normalmente.

Inversão de cartas ou mãos a 90 ou 180º: O resultado é anulado e a "média do torneio" atribuída aos pares responsáveis pelo controle das cartas ou mãos mal colocadas, que serão penalizados ainda de acordo com o ponto 8.

Colocação na carteira de uma carta voltada para cima: O jogador responsável será penalizado se o erro não for descoberto antes de qualquer jogador da posição seguinte ter visto essa carta, não lhe pertencendo.

Todas as irregularidades descritas acima são penalizadas de acordo com a tabela descrita no ponto 8.

Se na sequência de qualquer irregularidade não referida acima um jogador receber informação não-autorizada, aplicar-se-á a lei 16 do CIB. Para além disso, se a informação não-autorizada resultar de uma irregularidade cometida por um jogador este será penalizado em 10% do top.

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5.14 Folhas individuais de previsão

Caso usem folhas individuais de previsão, os jogadores devem manuseá-las com cuidado, de modo a não permitir que os seus adversários possam obter, de modo intencional ou não, informação não-autorizada acerca do resultado de jogos anteriores (nomeadamente evitando deixar a folha de previsões aberta sobre a mesa). Todo e qualquer jogador que transmita deste modo informação ilícita será penalizado em 20% do top. Todo e qualquer jogador que intencionalmente receba informação ilícita será penalizado em 50% do top, sem prejuízo em ambos os casos de subsequente procedimento disciplinar.

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6. REGRAS COMUNS AOS TORNEIOS DE EQUIPAS

6.1 Prazo limite para inscrições

Terminado o prazo de inscrição para uma prova, só pode aceitar-se uma nova inscrição caso se verifiquem em simultâneo as seguintes condições:

· Ser efectuada antes da reunião de capitães;
· Facilitar a organização da "poule" ou das séries (nomeadamente evitando "byes").

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6.2 Índices de valor das equipas

No acto da inscrição, a cada equipa é atribuído um índice de valor composto pela soma dos índices dos quatro jogadores com mais pontos na última lista classificativa publicada pela FPB antes da data de início do torneio. Nas provas mistas, o índice de valor é a soma dos índices dos dois jogadores masculinos e dos dois jogadores femininos mais pontuados. O índice de valor das equipas servirá para escalonar estas por "valor", quando tal for imposto pelo regulamento (nomeadamente para atribuição de cabeças-de-série).

A categoria dos jogadores (e portanto, o índice de valor das equipas) permanece constante ao longo da prova.

As formações que inscrevam menos de 6 elementos podem completar esse número depois de terminado o prazo das inscrições desde que os novos elementos não alterem o IV da equipa ou alterando-o se na fase competitiva em que a equipa se encontrar o acesso tiver sido exclusivamente determinado pela classificação obtida na fase antecedente.

Quando regularmente possível, as modificações por adiamento, substituição ou eliminação de jogadores, devem ser comunicados por escrito aos serviços da FPB, não bastando o registo nas folhas afixadas sob pena de finalização de 5 PV.

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6.3 Reunião de capitães

Antes do início do torneio ou da fase (em torneios em mais de uma fase) efectuar-se-á uma reunião entre os capitães de equipa, á hora estipulada pela Entidade Organizadora (nomeadamente para efectivação da repartição das equipas por grupos e da realização de eventuais sorteios). A não comparência dos capitães ou dos seus representantes (p.e., um dos jogadores da equipa) não fará adiar a reunião nem a prova.

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6.4 Escalonamento dos encontros numa poule

A Entidade Organizadora estabelecerá o calendário da prova e escalonará os diversos encontros ao longo do tempo disponível para a realização da prova.

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6.5 Equipas isentas

O número total de equipas isentas de uma ou mais fases de uma prova não poderá exceder 25% do número total de equipas inscritas (salvo indicação expressa em contrário no regulamento específico da prova).

Na folha de calendário dos encontros, a afixar após a reunião de capitães, serão atribuídos por sorteio (vd. ponto 5.4 acima), números a todas as equipas, independentemente de estarem ou não isentas da 1ª fase, servindo esses números como identificadores das equipas até ao final da fase.

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6.6 Formação das equipas.

Nas competições desenroladas em encontros sucessivos, cada equipa tem direito a inscrever até seis jogadores.

A inscrição só é aceite desde que estejam indicados pelo menos quatro jogadores e designado o respectivo capitão (jogador ou não), observando-se o disposto em 6.2.

Se só forem inicialmente inscritos quatro jogadores, os restantes podem sê-lo posteriormente. Se uma equipa tem inscritos cinco ou seis jogadores e apenas quatro ou cinco tiverem jogado, os restantes podem ser substituídos (ou o sexto acrescentado) depois de informado o DT. Se os seis jogadores de uma equipa tiverem jogado, pode o DT, em caso de extrema necessidade e para bom prosseguimento do torneio, autorizar um substituto, desde que este não tenha jogado por outra equipa. O jogador substituído ficará inibido de jogar por qualquer outra equipa na mesma prova, sob pena de desclassificação desta.

Qualquer dos casos descritos no parágrafo anterior deverá ser mencionado no relatório do DT ou sendo o relatório normalmente entregue no final da prova deve ser mencionado em comunicação especial para o DD num prazo de 48 horas após a respectiva jornada ou encontro. A alteração da composição da equipa em relação à inscrição inicial não deverá ser susceptível de alterar a divisão inicial das equipas por séries e/ou a atribuição de eventuais isenções.

Seja qual for o número de jogadores que compõem uma equipa, esta pode alterar a composição dos seus pares apenas no final de cada série de carteiras:

· Por permutação de jogadores entre os pares que disputaram a série precedente;
· Por entrada de jogadores que não tenham jogado a série precedente.

Qualquer par formado por dois jogadores que não tenham jogado juntos a série precedente é para todos os efeitos um novo par e pode nomeadamente ocupar o lugar que entender se a condição da equipa o permitir (vd. ocupação dos lugares). É portanto perfeitamente possível que um determinado jogador dispute duas séries consecutivas contra outro (ou contra o mesmo par)

Sejam quais forem as modificações introduzidas nas equipas, nunca dois pares com a mesma composição poderão defrontar-se em duas séries consecutivas de carteiras.

Em encontros simultâneos as equipas ocupam os seus lugares no início da sessão de acordo com as instruções do árbitro e apenas poderão alterar a sua composição com a anuência prévia do árbitro.

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6.7 Sala fechada

Nos encontros entre duas equipas deverá obrigatoriamente estar prevista uma sala fechada. Os encontros só podem começar na sala aberta depois dos jogadores na sala fechada se encontrarem sentados. No decurso de um encontro (ou após o seu final), é proibido aos jogadores abandonarem a sala em que jogam sem a autorização do árbitro (ou dos adversários na ausência de árbitro). O jogador ou par faltoso será penalizado segundo o ponto 8.

Na sala fechada, para além dos jogadores que se encontrem a disputar o(s) encontro(s) só é permitida a presença do Árbitro e das pessoas ás quais a Entidade Organizadora julgue conveniente permitir o acesso (scorers, jornalistas, árbitros-assistentes, caddies, responsáveis federativos, etc.). O acesso a estas pessoas apenas será permitido se não participarem na prova.

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6.8 Ocupação de lugares

Nas competições mistas a Organização indicará o lugar a ocupar pelas senhoras (vd. ponto 7). As mãos jogadas na posição errada e antes de o erro ser descoberto permanecem válidas. Nas outras competições os jogadores sentam-se como entenderem na linha que lhes é destinada, não podendo trocar de posição antes do final da série de carteiras (salvo com autorização expressa do árbitro).

Quando está prevista uma sala fechada, e na inexistência de procedimento específico de "line-up" descrito no regulamento da prova, a equipa mencionada em primeiro lugar no programa (designada por equipa VISITADA) senta os seus jogadores em Norte e Sul na sala aberta, e em Este e Oeste na sala fechada.

Na primeira série de carteiras, a equipa VISITADA senta os jogadores depois da equipa adversária (designada por equipa VISITANTE) ter sentado os seus. Na série seguinte a equipa VISITADA senta-se em primeiro lugar, mantendo na mesma sala qualquer par que permaneça inalterado. A equipa adversária sentará os seus jogadores de modo a que dois pares que já se defrontaram na série anterior não voltem a encontrar-se. (Em consequência, um jogador da equipa visitada não pode mudar de sala na segunda metade do encontro, a menos que tenha um parceiro diferente). Na terceira série repete-se o procedimento da primeira, e assim sucessivamente.

As infracções aos parágrafos acima são penalizadas.

A Entidade Organizadora pode estabelecer no regulamento específico da prova a tiragem á sorte de visitantes e visitados. Neste caso a tiragem será feita pelo árbitro ou pelos dois capitães (ou seus representantes).

As equipas que utilizem Sistemas Altamente Artificiais ficam sujeitas ao regulamento próprio de line-up descrito no Regulamento de "Política de Sistemas da FPB".

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6.9 Interrupção de um encontro

No caso da interrupção forçada de um encontro (p.e., por doença), os jogadores devem permanecer na sua sala. Se o motivo da interrupção persistir durante mais de 30 minutos, o encontro suspende-se, mas os resultados dos jogos que permitam efectuar comparações permanecem válidos.

1. Se o número de mãos comparáveis for igual ou superior a 3/4 do total de mãos, o encontro é dado como terminado e os pontos de vitória calculados de acordo com a tabela com o número de mãos mais aproximado (em caso de igualdade entre duas tabelas usar-se-á a que for para maior número de mãos).

2. No caso contrário, ou, se tal for viável, o encontro prosseguirá posteriormente com os mesmos jogadores nas mesmas posições (eventualmente substituindo o jogador faltoso) ou será atribuída falta de comparência á equipa respectiva se não conseguir assegurar a substituição, sem prejuízo de o DT por razões de equidade, poder atribuir-lhe até um máximo de 12 PV.

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6.10 Princípios gerais relativos á marcação e ás penalidades

Marcação

1. IMP: Em cada mão a diferença de pontos entre os dois resultados comparados é convertida em IMPs segundo a tabela internacional (lei 78 do CIB). O resultado do encontro será obtido pela soma dos IMPs ganhos por cada equipa em todas as mãos do encontro (após dedução de eventuais penalidades).

2. Pontos de vitória: Salvo nos encontros a eliminar, o resultado do encontro em IMPs é transformado segundo a tabela de pontos de vitória correspondente ao número de mãos disputadas (ponto 10).

Penalidades

As infracções ao CIB ou aos regulamentos em vigor (nomeadamente estas Normas Técnicas) são penalizadas em IMPs (após uma eventual advertência).

Nos encontros a eliminar, as penalidades são aplicadas directamente no resultado em IMP´s. Por exemplo, 24 mãos, resultado em IMPs 22-20 e penalidade de 3 IMP á equipa vencedora. Resultado final: 19-20! Nos encontros em poule as penalidades são aplicadas directamente no resultado em pontos de vitória, com a equivalência de 1 PV por cada 6 IMP de penalização. No exemplo acima, resultado 22-20 = 15-15 em PV, penalização de 3 IMP = 0.5 PV á equipa vencedora, resultado final 14.5 - 15 (e não 15-15 como ficaria se a aplicação fosse efectuada sobre o resultado em IMP´s). Nos encontros em poule, a penalização de uma equipa nunca resulta em benefício directo da outra.

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6.11 Atrasos

Cinco minutos antes da hora prevista para o início do torneio todos os jogadores deverão estar sentados nos seus lugares. Os atrasos são penalizados de acordo com a tabela constante no ponto 8. Para atrasos superiores a 20 minutos cabe ao DT decidir das medidas adequadas a tomar (p.e. falta de comparência, eliminação da equipa e reorganização do torneio, etc.). A equipa presente não poderá retirar-se antes do DT comunicar a sua decisão. Caso o faça e a equipa em falta se apresente provando caso de força maior, poderá aquele ser eliminada ou penalizada com falta de comparência.

O jogador ou equipa em falta terá a responsabilidade de provar inequivocamente a razão do seu atraso. Caso tente justificar o atraso com um motivo que se revele falso (de imediato ou a posteriori) será a equipa penalizada em 24 IMPs (sem prejuízo de eventual procedimento disciplinar contra o infractor).

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6.12 Folhas de registo

Em cada sala o jogador sentado em Norte deve preencher a folha de registo oficial do encontro. A responsabilidade da correcção da folha é dos pares NS e EO em conjunto. As equipas que no final apresentem folhas de registo incorrectamente preenchidas são penalizadas de acordo com o ponto 8. As emendas e rasuras devem ser rubricadas pelos dois capitães (ou seus representantes).

Cada par pode solicitar ao Árbitro uma folha de registo individual. Neste caso as folhas de registo devem ser comparadas pelos jogadores antes de se efectuar a comparação com a folha de registo oficial proveniente da outra sala.

No final do encontro, as folhas de registo oficiais devem ser rubricadas pelos dois capitães ou seus representantes e entregues ao árbitro com o cálculo da diferença total em IMP´s já efectuado. A responsabilidade da entrega da folha de registo ao árbitro é da responsabilidade de ambos os capitães (ou seus representantes).

Nos encontros simultâneos o árbitro pode impor o uso de fichas ambulantes tal como em torneios por pares. Neste caso aplicar-se-á o ponto 5.12.

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6.13 Erro na ocupação dos lugares

Cada equipa é responsável pela orientação correcta dos seus pares. Se se verificar antes de o encontro terminar que dois pares da mesma equipa se encontram a jogar na mesma orientação, as mãos jogadas erradamente são anuladas e cada equipa penalizada em 1 PV.

Caso o erro só seja detectado no final de uma parte, são anuladas todas as mãos e o resultado é calculado em função do número de mãos realmente jogadas.

Tratando-se de encontros sem intervalo em que o erro só é detectado no final do encontro, são anuladas as mãos e o resultado é fixado entre o máximo de 10PV para cada equipa e o mínimo de 0 PV para cada, consoante a responsabilidade e o grau de negligência. A decisão do DT, quando a este ponto, é irrecorrível .

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6.14 Cadência de jogo (jogo lento)

No início de cada torneio, o DT anunciará o período de tempo disponível para cada série de carteiras. Esse tempo deverá incluir o tempo necessário para dar cartas e para explicação dos sistemas. Se um encontro não acabar dentro do tempo previsto será concedida uma tolerância de 5 minutos, finda a qual ambas as partes ou a responsável sofrerão as penalidades indicadas no ponto 8. Em atrasos superiores a 30 minutos o DT pode impor uma penalidade mais severa.

Um jogador pode comunicar ao DT que considera que o ritmo de jogo dos adversários é demasiado lento. Se estes discordarem assiste-lhes o direito de solicitar o controle do tempo de jogo por parte do DT ou de um seu delegado.

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6.15 Irregularidades nos jogos e nas carteiras

Responsabilidade das carteiras: O par NS é responsável por colocar e retirar as carteiras da mesa.

Para evitar irregularidades, as cartas devem ser dadas na integra no início de cada série de carteiras sob pena de uma penalidade de 3 IMP a ambas as equipas.

Se se verificar que um determinado jogo não foi baralhado aquando do início do encontro, os dois pares responsáveis serão penalizados (capítulo 9).

No decurso do leilão e do carteio a carteira do jogo deve permanecer sobre a mesa e na orientação correcta.

Os jogadores devem contar as suas cartas quando as retiram da carteira.

Qualquer par surpreendido pelo DT a discutir uma mão em voz alta e nomeadamente de modo a perturbar outras equipas será penalizado automaticamente de acordo com o capítulo 9.

Uma vez as cartas recolocadas na carteira respectiva, nenhum jogador pode tocar nas cartas do adversário (apenas o DT o poderá fazer).

Jogo correcto mas invertido a 180º: Permanece válido (mesmo em mistos) desde que um jogador tenha visto as cartas que se encontram á sua frente (e destinadas inicialmente ao parceiro). Depois de uma primeira advertência o par NS responsável será penalizado.

Jogo incorrecto: Um estojo considera-se incorrecto se o DT determinar que uma ou mais cartas se encontravam colocadas na carteira numa posição tal que dois jogadores que poderiam ter tido uma comparação directa nesse jogo não jogaram a mão de forma idêntica. Se não for possível proceder á substituição do jogo (tal como previsto no CIB),o jogo é anulado e o par responsável penalizado em 6 IMP. Nos outros casos o jogo é anulado e substituído. Os vários tipos de inversões (de carteiras, cartas e/ou jogos completos) recebem penalidades específicas (capítulo 9).

Colocação na carteira de uma carta voltada para cima: O jogador responsável será penalizado se o erro não for descoberto antes de qualquer outro jogador que tenha que disputar o jogo ter visto essa carta, não lhe pertencendo.

Se na sequência de qualquer irregularidade não referida acima um jogador receber informação não-autorizada, aplicar-se-á a lei 16 do CIB. Para além disso, se a informação não-autorizada resultar de uma irregularidade cometida por um jogador este será penalizado em 3 IMP.

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6.16 Classificação. Desempates

A menos que o regulamento da prova especifique o contrário, a classificação final de uma poule é efectuada por ordem do número total de PV conquistados, após dedução das penalidades devidas. Em caso de igualdade entre duas equipas, o desempate faz-se sucessivamente pelo resultado em PV, em IMP´s, em pontos totais do encontro que disputaram entre si (Em poules a mais de uma volta, aplicar-se-á a soma dos PV, dos IMP´s, dos pontos totais, nos encontros disputados entre as duas equipas). Em caso de igualdade total, recorre-se ao quociente de IMPs totais (ganhos versus perdidos) em todos os encontros da poule.

O empate entre mais de duas equipas é desfeito pelo número de PVs obtidos nos encontros disputados entre si. Se o empate subsistir entre duas equipas será aplicado o ponto acima (quociente de IMPs totais).

A menos que por regulamento seja obrigatória a realização de um encontro de desempate, duas equipas que nunca se tenham encontrado são desempatadas pela média de PV´s por encontro (não contando eventuais "bye") e em caso de igualdade pelo quociente dos IMP´s ganhos e perdidos no conjunto dos encontros disputados.

O empate em torneio com sistema de "knock-out" é desfeito sucessivamente pelos IMPs obtidos por cada equipa (basta 1 IMP para vencer), pelos pontos totais, pelo número de mãos ganhas e perdidas (nem que seja por apenas 10 pontos). Se a igualdade subsistir, prolongar-se-á o encontro por mais 4 mãos (os jogadores permanecem nos lugares que ocupavam no final da última série de carteiras). Se mesmo assim o empate se mantiver (aplicando o sistema de desempate acima), jogar-se-á mais uma mão tantas vezes quantas as necessárias para quebrar o empate. A primeira diferença determinará o vencedor.

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6.17 "Byes", e faltas de comparência

Se uma equipa ficar "bye" em qualquer sessão, receberá 18 PVs.

Qualquer equipa que falte a um encontro ou que, por inobservância das regras aplicáveis, deva ter falta de comparência receberá a pontuação de 0 PV. Sem prejuízo da responsabilidade disciplinar que possa ocorrer.

A equipa contra a qual teria de realizar-se o encontro terá o resultado mais favorável entre os três seguintes:

· média final seus PVs
· médias dos PVs ganhos pelas outras equipas contra a equipa faltosa
· 18 PVs

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6.18 Classificação de uma poule em caso de desistência, eliminação ou de duas ou mais faltas de comparência

Se nenhuma equipa faltar a mais de um encontro, a classificação da poule será obtida de modo normal. Caso uma equipa falte a dois ou mais encontros, a classificação final da poule será obtida do seguinte modo:

A equipa faltosa fica em último lugar.

A classificação das equipas que não jogaram contra a equipa faltosa será aquela que obteriam anulando todos os jogos da equipa faltosa.

Os restantes lugares da classificação serão repartidos pelas outras equipas segundo o seu total de PV em todos os encontros.

Exemplo: E desiste ou atinge duas faltas de comparência após defrontar A e B. Se na classificação obtida por anulação dos encontros E-A e E-B as equipas C e D ficaram em 2º e 4º, estas serão as classificações finais de C e D. Se no total dos encontros disputados pelas equipas A B e F, A marcou mais pontos que B, então A fica classificado á frente de B, nos lugares restantes (1º e 3º). Classificação final: 1º A 2º C 3º B 4º D 5º E.

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6.19 Adiamento ou antecipação de encontros

1. Não é permitido o adiamento ou a antecipação de encontros nas duas últimas jornadas de qualquer das fases de uma prova. Neste caso o adiamento é considerado como falta de comparência, sem prejuízo de acção disciplinar.

2. Nas poules em mãos duplicadas (em que todas as equipas têm os mesmos jogos) não são permitidos quaisquer adiamentos ou antecipações.
3. Todos os encontros das provas oficiais devem obrigatoriamente ser orientados por um árbitro da FPB ou, na sua falta, por outro árbitro com um mínimo de experiência e aprovado pela respectiva CReg.

4. Fora dos casos referidos nos nº 1 e 2 anteriores e desde que autorizadas pelo DD, podem as equipas por comum acordo, adiar ou antecipar encontros pelo prazo máximo de seis dias, desde que para tal tomem a responsabilidade do pagamento dos serviços de um árbitro aprovado pela FPB e possam efectivamente assegurar a sua colaboração ou, de comum acordo, prescindam do árbitro, mas neste caso com a concordância do DD. A FPB não tem qualquer obrigação de designar um árbitro para o encontro.

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6.20 Sistemas artificiais

As equipas que joguem sistemas artificiais devem obrigatoriamente anunciá- -lo no acto da inscrição. Devem ainda entregar no Secretariado da FPB duas cópias das folhas de convenções (e eventuais folhas suplementares) até 48 horas antes do início da competição. Os capitães das outras equipas terão a possibilidade de pedir cópias directamente ao referido Secretariado. Caso não sejam satisfeitos os presentes procedimentos por culpa da equipa que utiliza o sistema artificial, os seus jogadores serão obrigados a leiloar num sistema natural.

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7 . DOS ÁRBITROS

Aos árbitros (DT) compete a organização técnica dos torneios, em observância das normas do Código Internacional de Bridge (CIB) e dos regulamentos das entidades organizadoras.

No exercício desta actividade incumbe ao DT fazer cumprir as regras de participação, manter a disciplina e assegurar o regular desenvolvimento da competição, aplicar e interpretar as normas do CIB, julgando com ponderação e isenção e informando os jogadores dos seus direitos e responsabilidades, atribuir penalidades quando aplicáveis, e dentro da sua competência proceder ao cálculo e publicação dos resultados, encaminhar os recursos interpostos das suas decisões, sempre com observância das normas constantes do Regulamento de Arbitragem.

Na qualidade de representantes oficiais das entidades organizadoras de torneios, compete ao DT integrar as lacunas ou omissões dos regulamentos em vigor, submetendo à apreciação dos órgãos federativos competentes as dúvidas que da sua efectiva aplicação possam resultar.

Em cada sessão, os Árbitros deverão obrigatoriamente mencionar, no verso do seu relatório de arbitragem, todas as ocorrências de carácter técnico, disciplinar ou material que tenham ocorrido.

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8. Organização dos Torneios

Com excepção das normas deste capítulo que tiverem carácter imperativo, o DD da FPB, quanto às provas oficiais e os DT nas restantes provas, podem adoptar normas diferentes das que constam deste nº 8

8.1 Torneio de pares

8.1.1 Requisitos mínimos

Nenhum torneio de pares pode ser disputado em menos de 24 mãos e nenhum jogador pode disputar menos de 20 mãos (salvo casos de manifesta força maior). Os movimentos em rotação Howell ou rotações derivadas (3/4 Howell, Short Howell, etc.) não podem ser "encurtados" (i.e., não podem ser jogadas menos posições que o especificado). Não alterável.

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8.1.2 Normas gerais

Nos torneios em rotação Howell, se o número de jogadores for ímpar o número que fica por atribuir deverá corresponder à posição fixa. Nos torneios em rotações derivadas, existindo mais de um par fixo deverão ser atribuídas as posições fixas a pares de reconhecida incapacidade física, ou aos pares teoricamente mais fracos (segundo o índice de valor dos mesmos).

Nos torneios em rotação Mitchell, a distribuição dos jogadores entre as secções e/ou linhas deverá ser efectuada de modo a que estas fiquem equilibradas (em termos de índice de valor dos pares componentes). A distribuição intra-linhas dos pares deve ser efectuada de modo a que não hajam pares demasiadamente beneficiados/prejudicados por não jogarem apenas contra pares fortes/fracos (alternância forte/fraco entre mesas sucessivas e repartição dos cabeças-de-série de modo a que todos joguem o mesmo número de vezes uns contra os outros). A equilibragem intra-linhas é especialmente importante quando o movimento não é completo (i.e., caso não se joguem todas as posições ou caso ocorra salto). Em cada linha cerca de 25% dos pares devem ser considerados cabeças-de-série.

Sempre que existirem jogos disputados um número de vezes diferente de outros, a conversão deverá ser efectuada para o "top" superior utilizando a fórmula de Neuberg (cf. 5.8).

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8.1.3 Torneios organizados pela FPB

Os torneios de pares de organização directa da FPB disputam-se usualmente em rotação Mitchell ou rotação mista Mitchell+Howell. A rotação Howell apenas é utilizada quando o número de pares obriga a tal. No quadro abaixo indica-se o número de pares por secção e jogos por sessão recomendados para os diversos casos possíveis.

Torneios com rotação Howell
 Nº de Pares  Nº de Mesas  Nº de Mãos
 7, 8  4  28 (7 x 4)
 9,10  5  27 (9 x 3)
 11,12  6  33 (11 x 3)
 13,14  7  26 (13 x 2)
 15,16  8  30 (15 x 2)

Torneios com rotação Mitchell
 Nº de Pares  Nº de Mesas  Nº de Secções  Nº de Mãos
 17 a 20  9 e 10  1  27 (9 x 3)
 21 a 24  11 e 12  1  30 (10 x 3)
 25 a 28  13 e 14  1  26 (13 x 2)
 29 a 32  15 e 16  1  28 (14 x 2)
 33 e 34  17  1  30 (15 x 2)
 35 a 68  18 a 34  2  Repetem-se os nº anteriores para cada secção
 mais de 68  35 ou mais  3 ou mais  Repetem-se os nº anteriores para cada secção

Torneios com rotação mista Mitchell + Howell 3 sessões
 Nº de Pares  Nº de Grupos  Nº de Mãos

 Rotação
 Mitchell  Howell
 22  3 x 7 + 1 fixo  7 x 4 = 28  1ª A - B
2ª B - C
3ª C - A
 C
A
B
 28  3 x 9 + 1 fixo  9 x 3 = 27
 34  3 x 11 + 1 fixo  11 x 3 = 33
Para a divisão dos pares em 3 grupos, ordenam-se os pares pela ordem de classificação da fase anterior da prova se esta tiver existido, ou por índice de valor no caso contrário. O lugar fixo (pivot) será atribuído a um par de reconhecida incapacidade física, se existir, ou ao par pior classificado na fase anterior (ou com menor índice de valor). Os pares restantes serão distribuídos pelos 3 grupos, por sorteio estratificado de 3 jogadores de cada vez (os 3 jogadores melhor classificados - ou de maior índice - ficam cada um num grupo, os 3 seguintes também, e assim sucessivamente).

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8.2 Torneios de equipas

8.2.1 Torneios de equipas mistas

Nos torneios de equipas mistas, as senhoras ocuparão obrigatoriamente as posições SUL e OESTE, a menos que a Entidade Organizadora especifique o contrário (nomeadamente nas provas com cortinas, em que as senhoras se sentam em SUL e ESTE).

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8.2.2 Requisitos mínimos

Os torneios de equipas deverão comportar um mínimo de 8 mãos por encontro (salvo no caso de torneios "patton" em que o número de mãos poderá ser inferior). Os torneios com características de campeonato (regional ou nacional) deverão comportar um mínimo de 12 mãos por encontro e 72 mãos no total por equipa, salvo quando expressamente autorizado pelo DD. Não alterável.

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8.2.3 Torneios em rotação "patton"

Nos torneios em rotação "patton", em que cada equipa não joga contra todas as outras, deverá ser expresso no regulamento da prova se serão disputados em "integral swiss" - sem repetição de encontros - ou em "danois" - com repetição de encontros em jornadas a indicar. A Entidade Organizadora poderá englobar no regulamento da prova um bonus a atribuir a cada equipa, em cada jornada, consoante a sua classificação na geral ("bonus patton").

Se o número de equipas for ímpar, ficará "bye" em cada jornada a equipa pior classificada e que não tenha ficado "bye" em jornadas anteriores. Em caso algum poderá uma equipa ficar "bye" mais de uma jornada. Na primeira jornada, a equipa a excluir poderá ser a equipa de menor índice de valor ou uma equipa a indicar por sorteio. Nos torneios em que a primeira jornada (e eventualmente a segunda) se encontra pré-determinada, ou em que o sorteio é condicionado - usualmente consoante o índice de valor das equipas - a equipa a excluir poderá ser outra, de acordo com o regulamento a publicar pela Entidade Organizadora.

Desempates: Deverá ser aplicado o método de Bucholz, compensado ou não. No Bucholz não-compensado, as equipas são desempatadas pela soma dos PV´s de todas equipas contra quem jogou cada equipa empatada. No Bucholz compensado, não são contabilizadas a melhor e a pior equipa contra quem se jogou. Recomenda-se o uso do método compensado, em primeira instância

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8.2.4 Torneios organizados pela FPB

As provas oficiais e os Torneios organizados pela FPB disputar-se-ão nos moldes definidos nos respectivos regulamentos.

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9. TABELA DE PENALIZAÇÕES AUTOMÁTICAS

9.1 TORNEIOS DE PARES

As penalizações nos torneios de pares são expressas em percentagem do "top", e devem ser convertidas em pontos. Esta tabela não dispensa a consulta dos pontos anteriores e relativos a cada falta em particular. Aplicam-se automaticamente penalizações nos casos seguintes:

Atrasos (excepto em caso de força maior)
 De 0 a 5 min:  advertência
 De 6 a 10 min:  10%
 De 11 a 15 min:  30%
 De 16 a 20 min:  50%

Jogo lento: Advertência, depois 10%, 20%, 40%, 80%, e assim sucessivamente.

Registo inexistente ou incompleto da carta de saída: 10% a N/S por cada falta.

Omissão do registo de um resultado: "Média" e penalização de 30% aos dois pares

Infracção que transmita informação não-autorizada: 10% (sem prejuízo de penalidades adicionais que sejam aplicáveis)

Retirar as fichas dos estojos no final da sessão, sem autorização do Árbitro: 10%

Erros de duplicação: 30% aos dois pares, por cada jogo mal duplicado.

Não-verificação da duplicação na segunda posição: 20% aos dois pares se causar prejuízo.

Troca de fichas ambulantes entre jogos: 40% aos dois pares.

Jogo não baralhado no início da sessão: 20% a ambos os pares

Introdução no estojo de uma mão com cartas à vista: 30%

Cartas não ou mal contadas: 10%, 20%, 40% e assim sucessivamente (se causar prejuízo).

Discussão dos jogos com as cartas na mesa: 10% aos dois pares

Erro de transferência de estojos: 30% ao par responsável

Erro de rotação do par: 20%

Inversão de estojo a 90º: 20% a N/S.

Inversão de estojo a 180º: Advertência e depois 10% a N/S.

Todas as inversões de cartas ou de mãos: 10% aos pares detentores das cartas ou mãos incorrectas na mesa em que se produziu a inversão.

Falta de folha de convenções, ou folha de convenções insuficientemente explícita: Advertência e, depois, 50%.

Compreensão anormal de psíquicos: Salvo evidência flagrante, 20 a 100%, e eventuais sanções disciplinares.

Outras faltas (troca de mãos entre o declarante e o morto, discussão de jogos em voz alta, comportamento incorrecto, etc.): Advertência e, depois, 10%, 20%, 40%, etc.

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9.2 TORNEIOS DE EQUIPAS

As penalizações são expressas em IMP e convertidas em PV´s na base de 6 IMPs para cada PV (cf. 6.10). Esta tabela não dispensa a consulta dos pontos anteriores e relativos a cada falta em particular. Aplicam-se automaticamente penalizações nos casos seguintes :

Não-entrega das folhas de convenções dentro do prazo: 6 IMP quando tal for obrigatório (nomeadamente para as equipas que jogam sistemas artificiais).

Atraso no início do encontro

Excepto em caso de força maior:

· Em poule, depois de 5 minutos de tolerância, 6 IMP por cada 5 minutos em excesso e até um máximo de 20 minutos de atraso para além da tolerância.
· Nos encontros em K.O. (a eliminar), 1 IMP, mais 1 IMP por cada minuto de atraso para lá dos 5 minutos de tolerância.

Jogo lento: Tolerância de 5 minutos em cada meio-tempo. Terminada a tolerância, 6 IMPs por cada 5 minutos de atraso adicional. Estes IMPs de penalidade serão repartidos entre as equipas proporcionalmente á culpa de cada um dos pares. Caso não seja possível ao DT determinar qual a proporção de culpa a atribuir a cada par, a penalidade é dividida em partes iguais pelas duas equipas.

Infracção que transmita informação ilícita: 3 IMP (sem prejuízo de penalidades adicionais que sejam aplicáveis).

Erro de rotação do par, transferência de jogos ou inscrição de resultado: 3 IMP ao par responsável.

Tirar do estojo as cartas adversárias, depois de dadas e antes de jogadas: 6 IMP.

Tirar do estojo as cartas adversárias, depois de jogadas: 3 IMP.

Falta de folha de convenções ou folha de convenções insuficientemente explícita: Advertência, e depois 12 IMP.

Compreensão anormal de psíquicos: Salvo evidência flagrante, de 3 a 20 IMP e eventuais sanções disciplinares. No caso dos psíquicos serem penalizados, a equipa adversária poderá receber um resultado ajustado pelo Árbitro, depois de analisada a mão em causa.

Não dar todos os jogos no início de cada série de carteiras (ou tornar a dar no decurso da série): 3 IMP ao par responsável.

Estojo incorrecto e impossível de ser substituído: Anulação do jogo e 6 IMP ao par NS responsável.

Estojo incorrecto mas passível de ser substituído: 3 IMP ao par NS responsável.

Estojo invertido a 90º na primeira sala: Jogo anulado e 3 IMP ao par responsável.

Estojo invertido a 90º na segunda sala: Jogo anulado e 6 IMP ao par responsável.

Estojo invertido a 180º: Jogo válido. Advertência e a seguir penalização de 3 IMP ao par responsável.

Inversão das cartas a 90º ou 180º na carteira: Jogo anulado e 6 IMP ao par responsável.

Inversão das cartas do mesmo campo na carteira: 12 IMP ao campo em falta.

Folha de registo ilegível, incompleta ou transmitida com atraso: 3 IMP à equipa responsável pelo registo.

Saída de qualquer das salas antes de autorização do árbitro: 6 IMP.

Todas as outras faltas (cartas mal contadas, troca de mãos entre o declarante e o morto, comportamento incorrecto, etc.): Advertência e, depois, 3, 6, 12,... IMP.

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10. SISTEMA BASE DE MARCAÇÃO

O Sistema Base de Marcação será aprovado e publicado no início de cada época pela Direcção da FPB.

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11. TABELA DE PONTOS DE VITÓRIA
8 mãos 10 mãos 12 mãos 14 mãos 16 mãos 20 mãos 24 mãos 28 mãos 32 mãos 36 mãos 40 mãos 48 mãos P.V.
0-1 0-1 0-1 0-2 0-2 0-2 0-3 0-3 0-3 0-3 0-3 0-4 15-15
2-5 2-6 2-6 3-7 3-7 3-8 4-9 4-10 4-10 4-11 4-11 5-12 16-14
6-8 7-9 7-9 8-10 8-11 9-12 10-14 11-15 11-16 12-17 12-18 13-20 17-13
9-11 10-12 10-12 11-14 12-15 13-16 15-19 16-20 17-22 18-23 19-25 21-28 18-12
12-14 13-15 13-16 15-18 16-19 17-21 20-24 21-25 23-28 24-29 26-32 29-36 19-11
15-17 16-18 17-20 19-22 20-23 22-26 25-29 26-31 29-34 30-36 33-39 37-44 20-10
18-20 19-21 21-24 23-26 24-27 27-31 30-34 32-37 35-40 37-43 40-46 45-52 21-9
21-23 22-25 25-28 27-30 28-31 32-36 35-39 38-43 41-46 44-50 47-53 53-60 22-8
24-26 26-29 29-32 31-34 32-36 37-41 40-45 44-49 47-52 51-57 54-60 61-68 23-7
27-29 30-33 33-36 35-38 37-41 42-47 46-51 50-55 53-58 58-64 61-68 69-76 24-6
30-33 34-37 37-40 39-43 42-46 48-53 52-57 56-61 59-65 65-71 69-76 77-84 25-5
34-37 38-41 41-45 44-48 47-52 54-59 58-64 62-67 66-73 72-79 77-84 85-93 25-4
38-41 42-45 46-50 49-54 53-58 60-65 65-71 68-76 74-82 80-88 85-93 94-102 25-3
42-45 46-50 51-55 55-60 59-64 66-72 72-79 77-85 83-91 89-97 94-102 103-112 25-2
46-50 51-55 56-61 61-66 65-71 73-79 80-87 86-94 92-100 98-106 103-112 113-123 25-1
51 + 56 + 62 + 67 + 72 + 80 + 88 + 95 + 101 + 107 + 113 + 124 + 25-0

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